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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

UM LIVRO / UM AUTOR DAS NOSSAS ILHAS

A BE dedica este mês de Outubro à nossa Natália Correia que com toda a certeza já conheces.

Natália de Oliveira Correia  foi uma intelectual, poeta (a própria recusava ser classificada como poetisa por entender que a poesia era assexuada) e activista social açoriana, autora de extensa e variada obra publicada, com predominância para a poesia. Deputada à Assembleia da República (1980-1991), interveio politicamente ao nível da cultura e do património, na defesa dos direitos humanos e dos direitos das mulheres. Autora da letra do Hino dos Açores. Juntamente com José Saramago (Prémio Nobel de Literatura, 1998), Armindo Magalhães, Manuel da Fonseca e Urbano Tavares Rodrigues foi, em 1992, um dos fundadores da Frente Nacional para a Defesa da Cultura (FNDC).

A obra de Natália Correia estende-se por géneros variados, desde a poesia ao romance, teatro e ensaio. Colaborou com frequência em diversas publicações portuguesas e estrangeiras. Foi uma figura central das tertúlias que reuniam em Lisboa nomes centrais da cultura e da literatura portuguesas nas décadas de 1950 e 1960. Ficou conhecida pela sua personalidade livre de convenções sociais, vigorosa e polémica, que se reflecte na sua escrita. A sua obra está traduzida em várias línguas.

São várias as obras desta autora que a BE tem ao teu dispor. Destacamos para já "O Canto Livre de Afrodite", uma autobiografia fantástica, simples e divertida de se ler.

Vem até à tua Biblioteca Escolar e lê este e outros livors connosco!

terça-feira, 28 de maio de 2013

DANIEL de SÁ

A notícia da morte do escritor açoriano Daniel de Sá leva-nos a dedicar-lhe de novo algumas palavras. O facto de Daniel de Sá ter vivido parte da sua vida em Santa Maria, faz com que este seja um momento triste para muitos marienses.


No blogue da biblioteca vamos voltar a destacá-lo como um escritor amigo, conhecido e reconhecido, publicando de novo o artigo que lhe dedicámos em novembro de 2012, quando o escolhemos para a rubica " Um livro das nossas ilhas".
O escritor partiu mas resta-nos a certeza de que ficará para sempre connosco, através da sua obra. 

Visite a exposição que preparámos sobre o autor e a sua obra, na Biblioteca Escolar

Daniel de Sá nasceu na Maia, S. Miguel, a 2.3.1944. Viveu em Santa Maria de 1946 a 1959. Fez o Curso Geral dos Liceus até ao 4º ano no Externato de Santa Maria, e o 5º ano no Externato Ribeiragrandense. Curso do Magistério Primário (Escola do Magistério Primário de Ponta Delgada, 1960/1962). Lecionou de 1962 a 1966, nos Fenais da Ajuda, cumprindo a seguir o serviço militar nas Caldas da Rainha, Tavira e Arrifes (S. Miguel). Depois de um ano como professor na escola do ensino básico da Maia, partiu para Espanha, onde fez o noviciado em Moncada, Valência, onde estudou Filosofia. Frequentou Teologia no Seminário Diocesano de Valência e na Faculdade de Teologia de Granada. Em finais de 1973 regressou a S. Miguel, passando pela escola do ensino básico de S. Brás. A partir do ano letivo de 1974/75 lecionou, até à aposentação, na escola da Maia.

Exerceu vários cargos públicos. Entre outros, foi Secretário Regional (equivalente a diretor regional) da Comunicação Social e Desporto, na Junta Regional dos Açores; deputado nas primeiras duas legislaturas da Assembleia Regional; vereador da Câmara Municipal da Ribeira Grande; e membro da Assembleia Municipal deste concelho.

É um dos escritores açorianos que com mais frequência escolhem cenários não açorianos para situar geográfica e socialmente as suas obras, se bem que raramente viaje para fora do arquipélago. Além disso, normalmente adapta a sua escrita aos tempos históricos e à cultura das personagens. A sua escrita, reveladora de vasta erudição, é muitas vezes ilustrada com histórias reais perspicazmente captadas na ilha, sobretudo na sua Maia.

Ganhou o prémio Nunes da Rosa, da Secretaria Regional de Educação e Cultura, com a novela Um Deus à Beira da Loucura, e foi por duas vezes vencedor do prémio Gaspar Frutuoso, de Literatura, da Câmara Municipal da Ribeira Grande. Primeiro com Crónica do Despovoamento das Ilhas e depois com A Terra Permitida.

O seu livro Ilha Grande Fechada, juntamente com outros de autores também açorianos, fez parte de uma tese de doutoramento sobre Literatura Açoriana e Emigração, na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, de Porto Alegre. O mesmo romance serviu de tema para duas teses de mestrado naquela Universidade, merecendo, em ambos os casos, um elogio do próprio júri. Foi o criador dos Encontros de Escritores Açorianos, tendo organizado os primeiros três, que se realizaram na Maia. É colaborador da imprensa, sobretudo açoriana, desde 1964. Com frequência colabora em blogues publicando versos humorísticos com muita verve. Por vezes as suas colaborações surgem sob a forma de imitação intencional dos estilos de grandes escritores.

Onésimo Teotónio Almeida (ENCICLOPÉDIA AÇORIANA)
OBRAS:

Génese (novela), edição da D.R.A.C. da Secretaria Regional de Educação e Cultura, Angra do Heroísmo, 1982: Durante a Guerra Civil espanhola, Don Francisco Calvera Ten, um padre da província de Valência, teme os Republicanos e não gosta dos Nacionalistas. E deu-lhe em duvidar do próprio Deus…

Sobre a Verdade das Coisas (crónicas-contos), edição da Junta de Freguesia da Maia, 1985: A vida rural de S. Miguel. A ficção ao serviço da realidade, a realidade ao serviço da ficção. Mas onde o real é bem mais forte do que o imaginário.

O Espólio (novela), edição Signo, Ponta Delgada, 1987: Se uma ilha dos Açores sofresse um ataque nuclear, que poderia resultar daí para a felicidade ou infelicidade do Mundo? Talvez nada mais do que o Prémio Pulitzer para a melhor reportagem sobre a tragédia.

A Longa Espera (contos), edição Signo, Ponta Delgada, 1987: E se o Natal fosse um homem vindo de longe, de onde os rios correm sempre, para se sentar diante de uma fonte seca, num sacrifício de implorar a chuva aos Céus e até à sua própria morte? E se o Natal fosse e não fosse o resto?…

Bartolomeu (teatro), edição da D.R.A.C. da Secretaria Regional da Educação e Cultura, Angra do Heroísmo, 1988: Um dos maiores navegadores portugueses de todos os tempos julga-se com direito de ir à Índia. Razões de Estado tiram-lhe esse privilégio em favor de Vasco da Gama, um capitão intransigente. O drama de Bartolomeu Dias, que o não mereceu.

Um Deus à Beira da Loucura (novela), edição da D.R.A.C. da Secretaria Regional da Educação e Cultura, Angra do Heroísmo, 1990: Se Cristo reencarnasse e fosse condenado a um campo de concentração nazi, resistiria melhor do que um prisioneiro ateu?

Ilha Grande Fechada (romance), edição Salamandra, Lisboa, 1992: João peregrina à volta da ilha no cumprimento de uma promessa e na despedida da sua terra antes de emigrar para o Canadá. E acaba por compreender que "sair da ilha é a pior maneira de ficar nela".

A Criação do Tempo, do Bem e do Mal (ensaio), edição Salamandra, Lisboa, 1993: Uma visão agnóstica do Tempo. A justificação do Bem e do Mal, numa perspectiva teísta. Algumas questões mais difíceis da Doutrina e da Moral católicas, segundo a opinião de quem acredita em Cristo e na Sua Igreja, dita Universal, Apostólica e Romana, sem ter a certeza de que Ela seja infalível.

Crónica do Despovoamento das Ilhas (e Outras Cartas de El-Rei) (crónicas históricas), edição Salamandra, Lisboa, 1995: A vida nos primeiros tempos de haver gente nos Açores, ouvida dos velhos cronistas e contada com a ironia da ignorância e da suposta superioridade de ser homem do século XX.

E Deus Teve Medo de Ser Homem (novela), edição Salamandra, Lisboa, 1997: Vinte séculos de humanidade não ensinaram ao Homem a ser humano. O lobo de si mesmo continua tão pérfido como os crucificadores romanos.

As Duas Cruzes do Império – Memórias da Inquisição (romance), edição Salamandra, Lisboa, 1999: O absurdo da Inquisição foi praticar o mal em nome de Deus. O paradoxo do nosso século tem sido destruir milhões de homens e mulheres em nome da Humanidade.

O Pastor das Casas Mortas (novela – 2007) – Foi em casa que se jogou o último desafio de sueca na serra. Ainda lá estavam a mesa, as cadeiras e até a garrafa com o resto da aguardente. Com a partida de mestre João bernardo, no dia seguinte, não ficariam na aldeia mais do que três homens: o tio Amadeu, o Joaquim Torre Velha e Manuel Cordovão. Por isso serão de sueca e despedida teve honras de mutismo em velório que nem os cálices de aguardente animaram.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Um Livro das Nossas Ilhas - A Lagoa dos Castores e outras

A BE dedica o mês de Maio ao autor açoriano Francisco Cota Fagundes

Natural da freguesia da Agualva, Ilha Terceira, emigrou  cedo para os Estados Unidos, depois de uma infância e adolescência vivida com grandes dificuldade. Tendo começado por valer-se de modestos empregos de recurso,  nunca abandonou os estudos e hoje um  prestigiado professor universitário. Doutorado em Línguas e Literaturas Hispânicas pela Universidade da Califórnia, Los Angeles, é professor catedrático na Universidade de  Massachusetts Amherst.

             Como investigador, tem-se dedicado principalmente à literatura portuguesa contemporânea.


Entre outros livros, publicou A Lagoa dos Castores e Outras Narrativas da Minha Diáspora (2010), livro escolhido para fazer parte do Plano Regional de Leitura açoriano. Um livro que retrata a gente das ilhas dissolvida na América imensa.

 Hard Knocks: An Azorean-American Odyssey (2000) é a sua autobiografia.

Tradutor para o inglês de Mau Tempo no Canal, de Vitorino Nemésio e de O Barão, de Branquinho da Fonseca e co-trandutor dos volumes de poesia Metamorfoses e Arte de Música, de Jorge de Sena.

As suas principais áreas de interesse atual são a Poesia e o Conto Contemporâneos; a Narrativa Oral e Sua Representação Literária; Literatura e Identidade; a Diáspora Portuguesa , com particular relevo para as Literaturas da Emigração e Étnica nos Estados Unidos; Literaturas da Macaronésia; Literatura de Viagens Moderna e  a Interrelação das Artes (poesia e música, literatura em geral e artes visuais).

Francisco Fagundes foi distinguido com a Comenda do Infante Dom Henrique, atribuída pelo Presidente da República, Jorge Sampaio, em 2001.


sábado, 13 de abril de 2013

UM LIVRO DAS NOSSAS ILHAS



Foi com enorme prazer que recebemos o aditamento de Janeiro de 2013 relativo ao Plano Regional de Leitura e registámos a inclusão da obra "Um Coração Simples" de Daniel Gonçalves.

 









Por esta razão, na rubrica UM LIVRO DAS NOSSAS ILHAS deste mês, destacamos o autor Daniel Gonçalves, há muitos anos professor na nossa escola e amigo incondicional da nossa BE.

Veio para Portugal aos oito anos de idade e concluiu a Licenciatura em Ensino de Português (1999)na Universidade do Minho, em Braga. No ano em que se licenciou, veio para a ilha de Santa Maria, onde passou a lecionar na Escola Básica e Secundária de Santa Maria.

Iniciou a sua atividade literária ainda na adolescência: aos dezassete anos de idade, obteve o 1º prémio do Concurso Internacional de Poesia do Centro Internazionale Amici Scuola (CIAS) promovido pela UNESCO (Itália, 1993). Um ano depois obteve o 3º prémio no Concurso Nacional de Poesia, integrado nas comemorações do Ano Internacional da Família (Portugal, 1994). Ambos os prémios contemplaram unicamente um poema sujeito aos temas propostos.
Em 1996 vieram a público as primeiras publicações dos seus textos, na "Antologia de Poesia dos Alunos das Residências Universitárias da Universidade do Minho" e na "Antologia de Novos Autores de Braga – Somos a Água que Corre, Não a que Passa".

No ano de 1997 a sua obra "a respiração dos gestos" venceu o Prémio de Revelação de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores/Instituto Português do Livro e das Bibliotecas (APE/IPLB ), que veio a ser publicada pela Difel em 2000, sob o nome "daniel s. g.". Em 2003 foi editada pela Labirinto a obra "um lugar onde supor o silêncio", que recebeu o Prémio Cesário Verde 2003 e, no ano seguinte (2004), a obra "afectos das palavras", pela mesma editora. Participou nas antologias "Isto é Poesia" (Labirinto, 2004) e "afectos 1" (Labirinto 2006), nas revistas literárias "neo" (Universidade dos Açores, 2002) e "Saudade" (Amarante – Fundação Teixeira de Pascoaes, 2006). Como coordenador, foi responsável por uma recolha do património literário da ilha de Santa Maria, intitulada "a memória é uma pedra que arde por dentro", que ascende atualmente a quatro volumes. Em 2007, publicou "Dez anos de solidão", uma antologia de dez anos de poesia. Em 2009 as suas poesias complementam o livro de fotografias de Pepe Brix, "Rumores para a transparência do silêncio". No mesmo ano, venceu a primeira edição do Prémio de Poesia Manuel Alegre com a obra "Um Coração Simples", sob o pseudónimo "Inês Finisterra". A premiação é entregue bianualmente pelo Instituto Politécnico de Leiria, criada em 2008 para estimular a criação literária e o aparecimento de novos autores. Ainda em 2009 o projeto de sua autoria "Poemas do tempo claro das coisas (sussurrados de novo)" foi selecionado para integrar a Mostra Labjovem, promovida pela Direcção Regional da Juventude, sendo-lhe atribuída uma bolsa de estudos. 
Em maio de 2012 lançou o livro de poesia "A tua luz costurou-me uma bainha no coração".
Em março de 2013 lançou o seu 8º livro de Poesia "O Amor é um Instante que Demora"


segunda-feira, 25 de março de 2013

Um Livro das Nossas Ilhas



A BE propõe-te para estas férias de Páscoa:
 
Susana Teles Margarido nasceu em Ponta Delgada, em São Miguel Açores, em 9 de Agosto de 1961. Passou a infância e a juventude entre Almada, São Roque do Pico e Candelária (em São Miguel).



É licenciada em Sociologia pela Universidade dos Açores, pós-graduada em Proteão de Menores pela Faculdade de Direito de Coimbra e pós- graduada em Língua e Literatura Portuguesas pela Universidade dos Açores. Obteve o grau de mestre, ao defender a tese de Mestrado em Literatura Infanto-Juvenil (ENTRE O SONHO E O REAL - Personagens Solitárias nas narrativas de Sophia de Mello Breyner Andresen e de Alice Vieira), na Universidade dos Açores.
 


É técnica superior, na área de sociologia, na Direão Regional da Igualdade de Oportunidades (DRIO).  


Começou a escrever em 2005 e conta já com cinco livros infantis e um ensaio.


sábado, 16 de fevereiro de 2013

Um Livro das Nossas Ilhas

Este mês a BE celebra o escritor açoriano Dias de Melo.

José Dias de Melo também conhecido somente por Dias de Melo (Calheta de Nesquim, ilha do Pico, 8 de abril de 1925 - Ponta Delgada, ilha de São Miguel, 24 de setembro de 2008).
 Antes do 25 de Abril, foi perseguido pela PIDE e teve que abandonar a ilha de São Miguel, onde residia e era professor efectivo, estabelecendo-se em Lisboa. Na capital, começou a colaborar com o Diário de Notícias e o Diário de Lisboa, continuando sempre a leccionar. Regressou alguns anos mais tarde aos Açores. 

Foi homenageado diversas vezes, tanto em Portugal como no estrangeiro, tendo sido condecorado com a Ordem do Infante pelo Presidente Mário Soares. O seu romance "Pedras Negras" está já traduzido em Inglês e Japonês. 
As suas obras são:
  • Toadas do Mar e da Terra (1954)
  • Mar Rubro (1958)
  • Pedras Negras (1964) - Plano Regional de Leitura
  • Cidade Cinzenta (1971)
  • Mar pela Proa (1976) - Plano Regional de Leitura
  • Vinde e Vede (1983)
  • Vida Vivida em Terras de Baleeiros (1985)
  • Das Velas de Lona às Asas de Alumínio (1990)
  • Na Memória das Gentes (1991)
  • O Menino Deixou de Ser Menino (1992)
  • Aquém e Além-Canal (1992)
  • A Viagem do Medo Maior (1993)
  • Pena Dela Saudades de Mim (1994)
  • Inverno sem Primavera (1996)
  • O Autógrafo (1999)
  • Milhas Contadas (2002)
  • Poeira do Caminho (2004)
 Para além das obras recomendadas pelo PRL, a BE tem ao teu dispor praticamente todas as suas obras, que, aliás, têm sido das mais requisitadas recentemente. Faz como os teus colegas, requisita Um Livro das Nossas Ilhas.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Um Livro das Nossas Ilhas

Neste início de ano a Viagem de Saberes promove a autora Regina Tristão da Cunha e a literatura infanto-juvenil.

Kathy é o nome da personagem principal da coleção de contos “Férias nos Açores” de Regina Tristão da Cunha. Kathy é, como explica a autora nos livros , “ é uma menina de dez anos, alta, loirinha, de origem açoriana” que nasceu e reside nos Estados Unidos da América.

É através dos olhos desta menina e da sua curiosidade em saber mais da Região onde nasceram os seus pais, que todos nós aprendemos muito sobre cada uma das nossas parcelas.

Regina Tristão da Cunha é uma angrense que reside em S. Jorge. No seu currículo consta uma passagem pela Assembleia Legislativa Regional dos Açores, como deputada pelo PSD de 1989 a 1993, foi fundadora e presidente da Cruz Vermelha Portuguesa na Vila da Calheta até à data daquelas funções e foi Presidente da Assembleia Municipal da Calheta, mas foi a sua formação e actividade como professora que a inspirou a escrever esta colectânea de contos, a concretização de “um sonho”. 

Na tua BE podes encontrar alguns contos desta coleção e partilhar com a Kathy as suas aventuras nas nossas Ilhas, em particular "Kathy em...Santa Maria".

Podes também ler uma entrevista à autora sobre esta obra em http://www.azoresglobal.com/canais/noticias/noticia.php?id=7168

 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Daniel de Sá - mais um escritor com ligações a Santa Maria no Plano Regional de Leitura

Daniel de Sá nasceu na Maia, S. Miguel, a 2.3.1944. Viveu em Santa Maria de 1946 a 1959. Fez o Curso Geral dos Liceus até ao 4º ano no Externato de Santa Maria, e o 5º ano no Externato Ribeiragrandense. Curso do Magistério Primário (Escola do Magistério Primário de Ponta Delgada, 1960/1962). Lecionou de 1962 a 1966, nos Fenais da Ajuda, cumprindo a seguir o serviço militar nas Caldas da Rainha, Tavira e Arrifes (S. Miguel). Depois de um ano como professor na escola do ensino básico da Maia, partiu para Espanha, onde fez o noviciado em Moncada, Valência, onde estudou Filosofia. Frequentou Teologia no Seminário Diocesano de Valência e na Faculdade de Teologia de Granada. Em finais de 1973 regressou a S. Miguel, passando pela escola do ensino básico de S. Brás. A partir do ano letivo de 1974/75 lecionou, até à aposentação, na escola da Maia.

Exerceu vários cargos públicos. Entre outros, foi Secretário Regional (equivalente a diretor regional) da Comunicação Social e Desporto, na Junta Regional dos Açores; deputado nas primeiras duas legislaturas da Assembleia Regional; vereador da Câmara Municipal da Ribeira Grande; e membro da Assembleia Municipal deste concelho.

É um dos escritores açorianos que com mais frequência escolhem cenários não açorianos para situar geográfica e socialmente as suas obras, se bem que raramente viaje para fora do arquipélago. Além disso, normalmente adapta a sua escrita aos tempos históricos e à cultura das personagens. A sua escrita, reveladora de vasta erudição, é muitas vezes ilustrada com histórias reais perspicazmente captadas na ilha, sobretudo na sua Maia.

Ganhou o prémio Nunes da Rosa, da Secretaria Regional de Educação e Cultura, com a novela Um Deus à Beira da Loucura, e foi por duas vezes vencedor do prémio Gaspar Frutuoso, de Literatura, da Câmara Municipal da Ribeira Grande. Primeiro com Crónica do Despovoamento das Ilhas e depois com A Terra Permitida.

O seu livro Ilha Grande Fechada, juntamente com outros de autores também açorianos, fez parte de uma tese de doutoramento sobre Literatura Açoriana e Emigração, na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, de Porto Alegre. O mesmo romance serviu de tema para duas teses de mestrado naquela Universidade, merecendo, em ambos os casos, um elogio do próprio júri. Foi o criador dos Encontros de Escritores Açorianos, tendo organizado os primeiros três, que se realizaram na Maia. É colaborador da imprensa, sobretudo açoriana, desde 1964. Com frequência colabora em blogues publicando versos humorísticos com muita verve. Por vezes as suas colaborações surgem sob a forma de imitação intencional dos estilos de grandes escritores.

Onésimo Teotónio Almeida (ENCICLOPÉDIA AÇORIANA)
OBRAS:

Génese (novela), edição da D.R.A.C. da Secretaria Regional de Educação e Cultura, Angra do Heroísmo, 1982: Durante a Guerra Civil espanhola, Don Francisco Calvera Ten, um padre da província de Valência, teme os Republicanos e não gosta dos Nacionalistas. E deu-lhe em duvidar do próprio Deus…

Sobre a Verdade das Coisas (crónicas-contos), edição da Junta de Freguesia da Maia, 1985: A vida rural de S. Miguel. A ficção ao serviço da realidade, a realidade ao serviço da ficção. Mas onde o real é bem mais forte do que o imaginário.

O Espólio (novela), edição Signo, Ponta Delgada, 1987: Se uma ilha dos Açores sofresse um ataque nuclear, que poderia resultar daí para a felicidade ou infelicidade do Mundo? Talvez nada mais do que o Prémio Pulitzer para a melhor reportagem sobre a tragédia.

A Longa Espera (contos), edição Signo, Ponta Delgada, 1987: E se o Natal fosse um homem vindo de longe, de onde os rios correm sempre, para se sentar diante de uma fonte seca, num sacrifício de implorar a chuva aos Céus e até à sua própria morte? E se o Natal fosse e não fosse o resto?…

Bartolomeu (teatro), edição da D.R.A.C. da Secretaria Regional da Educação e Cultura, Angra do Heroísmo, 1988: Um dos maiores navegadores portugueses de todos os tempos julga-se com direito de ir à Índia. Razões de Estado tiram-lhe esse privilégio em favor de Vasco da Gama, um capitão intransigente. O drama de Bartolomeu Dias, que o não mereceu.

Um Deus à Beira da Loucura (novela), edição da D.R.A.C. da Secretaria Regional da Educação e Cultura, Angra do Heroísmo, 1990: Se Cristo reencarnasse e fosse condenado a um campo de concentração nazi, resistiria melhor do que um prisioneiro ateu?

Ilha Grande Fechada (romance), edição Salamandra, Lisboa, 1992: João peregrina à volta da ilha no cumprimento de uma promessa e na despedida da sua terra antes de emigrar para o Canadá. E acaba por compreender que "sair da ilha é a pior maneira de ficar nela".

A Criação do Tempo, do Bem e do Mal (ensaio), edição Salamandra, Lisboa, 1993: Uma visão agnóstica do Tempo. A justificação do Bem e do Mal, numa perspectiva teísta. Algumas questões mais difíceis da Doutrina e da Moral católicas, segundo a opinião de quem acredita em Cristo e na Sua Igreja, dita Universal, Apostólica e Romana, sem ter a certeza de que Ela seja infalível.

Crónica do Despovoamento das Ilhas (e Outras Cartas de El-Rei) (crónicas históricas), edição Salamandra, Lisboa, 1995: A vida nos primeiros tempos de haver gente nos Açores, ouvida dos velhos cronistas e contada com a ironia da ignorância e da suposta superioridade de ser homem do século XX.

E Deus Teve Medo de Ser Homem (novela), edição Salamandra, Lisboa, 1997: Vinte séculos de humanidade não ensinaram ao Homem a ser humano. O lobo de si mesmo continua tão pérfido como os crucificadores romanos.

As Duas Cruzes do Império – Memórias da Inquisição (romance), edição Salamandra, Lisboa, 1999: O absurdo da Inquisição foi praticar o mal em nome de Deus. O paradoxo do nosso século tem sido destruir milhões de homens e mulheres em nome da Humanidade.

O Pastor das Casas Mortas (novela – 2007) – Foi em casa que se jogou o último desafio de sueca na serra. Ainda lá estavam a mesa, as cadeiras e até a garrafa com o resto da aguardente. Com a partida de mestre João bernardo, no dia seguinte, não ficariam na aldeia mais do que três homens: o tio Amadeu, o Joaquim Torre Velha e Manuel Cordovão. Por isso serão de sueca e despedida teve honras de mutismo em velório que nem os cálices de aguardente animaram.